Lucas Scárdua

1 ano de front-end

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Quando terminei a faculdade, meio que já tinha decidido qual caminho seguir. Estava desempregado, mas com uma enorme de aprender e fazer alguma, com a ideia até de começar um negócio ou algo do tipo.

Investi um tempo estudando e me preparando, e com as oportunidades surgindo, comecei minha carreira como desenvolvedor front-end.

Isso tem pouco mais de um ano. Ainda sou iniciante (ou júnior, na terminologia que usamos). Mas, para um júnior autodidata e freelancer, morando em uma cidade pequena no interior do Espírito Santo, acho que estou em um bom nível de conhecimento. Mas claro, ainda falta um longo caminho pela frente.

Nestes 15 meses, pra ser bem exato, vi muita coisa, profissionalmente falando. Tive de aprender não só a parte técnica da área, mas de relacionamento com cliente, produtividade, organização, e por aí vai. Ser freela não é fácil não, minha gente.

Os primeiros projetos vieram por indicação. Dois clientes de Minas Gerais, dois sites diferentes. Foram minhas primeiras experiências real-world. Lembro que fiquei muito preocupado durante o desenvolvimento, pensando se o layout mobile first que fiz iria mesmo funcionar nos dispositivos. E funcionou, que alegria que foi.

De pouco a pouco, surgiram outros projetos, principalmente aqui na minha cidade. Aí tive de fazer com Wordpress, já que os clientes queriam poder alterar o site e tal. Por sorte, o WP era uma coisa que já estava estudando, então foi mais tranquilo passar para produção. Tento manter uma estrutura mínima de código e arquivos, principalmente para facilitar a manutenção, que provavelmente eu mesmo vou fazer depois de um tempo.

Fora do front, também trabalho com social media. Já tinha tido experiência em um outro emprego, e decidi trazer pro meu negócio. Mesmo não sendo designer, fiz alguns logos e hoje já gerencio algumas páginas, principalmente no Facebook. Produzo imagens, escrevo os posts e analiso os resultados das publicações impulsionadas, pra resumir. Pode parecer muita coisa pra uma pessoa só, mas cada curtida é recompensadora.

Assim como cada acesso no seu site, e cada elogio ao seu trabalho que um cliente faz.

Eu sou uma pessoa bem tímida, que fala pouco, o mais reservado possível. Achava que meu trabalho nunca estava bom. Por bem, a necessidade de me relacionar e falar mais com outras pessoas me deu uma real noção das minhas qualidades e defeitos, dos meus conhecimentos técnicos e do que realmente precisava melhorar.

De pouco a pouco, tenho participado mais da nossa comunidade de devs. Sempre leio o fórum do Front-End BR no GitHub. Agora, estou escrevendo mais no meu blog, aqui no meu site e lá no Medium.

Meu site pessoal, aliás, é quase um filho.

Quando eu era criança, assim que ganhei meu primeiro computador com internet, fiz uma listinha dos sites que queria acessar (eu era desses). Lá estava um tal de lucas.com.br. Claro, na época não existia, e eu queria muito fazer eu mesmo, colocar as minhas coisas, tomar conta do “meu” próprio endereço na internet.

Acabou que o domínio ficou um pouco diferente, mas 15 anos depois, estava lá. O meu site, com a minha cara, do jeito que eu queria. Onde eu posso testar todas as funcionalidades que eu quiser. O jeito mais fácil de apresentar meus projetos e minha breve história. E o mais rápido de me lembrar que, cara, eu sei fazer um site. Responsivo, sem tabelas, otimizado. Com um ótimo design, feito por mim também. Pode parecer pouco, mas significa muito pra mim. A minha carreira, meus objetivos de vida, uma conquista tanto profissional e pessoal.

Mesmo com todos os percalços, esse ano foi incrível. Um ótimo começo. Agora, eu quero ficar melhor no que eu faço. Dominar o front-end por completo. Aprender mais sobre marketing digital. Ser um profissional ainda mais capacitado para atender quem precisar.

E claro, para isso, poder desenvolver e criar, do jeito que eu gosto. Do jeito que eu sempre quis.

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